CENTRAL DE ATENDIMENTO
+55 (11) 2439-9771Introdução
Plantar igrejas é uma tarefa divina quando se observa alguns aspectos fundamentais: ser guiado pelo Espírito Santo, ter um bom relacionamento com os nativos, saber que haverá levantes de satanás, entender que haverá oposição humana e crer que na presença de Deus chegará o dia da honra. Para pensarmos em cada um desses pontos separadamente, vejamos o que o apóstolo Lucas nos escreve Atos 16.1-40. Certamente passaremos a entender mais dessa missão de plantar igrejas.
Interpretação: É maravilhoso ler na Bíblia e encontrar Paulo, Silas, e agora Timóteo, sendo guiados pelo Espírito Santo. Nas cidades por onde passavam diziam aos cristãos quais as decisões tomadas pelos apóstolos e pelos presbíteros da igreja de Jerusalém e aconselhavam que eles as obedecessem. Assim as igrejas ficavam mais fortes na fé e o número de cristãos aumentava cada dia mais. Como o Espírito Santo não deixou que anunciassem a palavra na província da Ásia, eles atravessaram a região da Frígia-Galácia. Quando chegaram perto do distrito da Mísia tentaram ir para a província da Bitínia, mas o Espírito de Jesus não deixou. Então atravessaram a Mísia e chegaram à cidade de Trôade.
Naquela noite Paulo teve uma visão. Ele viu um homem da província da Macedônia que lhe pedia: “Venha para a Macedônia e nos ajude!” (v. 9). Logo depois dessa visão resolveram partir logo para a Macedônia, pois estavam certos de que Deus os havia chamado para anunciar o evangelho ao povo dali. Embarcaram em Trôade e foram diretamente para a ilha de Samotrácia, no dia seguinte chegaram ao porto de Neápolis e dali foram para Filipos, que era a primeira cidade da província macedônica e também colônia romana, onde ficaram vários dias.
Contextualização: Hoje a pergunta que não quer calar é: Será que estamos sendo guiados pelo Espírito Santo na plantação de igrejas? Ficamos pensando muitas vezes que a plantação de igrejas, em vez de guiada pela direção divina, transforma-se numa estúpida competição de mercado. Talvez uma soberba tola de querer ser maior do que os demais na apresentação de relatórios. O que fica evidente nessas formulas mirabolantes de plantação de igrejas é um inchaço patológico. As perguntas continuam: Qual é o propósito de haver igrejas plantadas na mesma quadra, onde o som de um “culto” atrapalha o “culto” da outra? Situações como essas só contribuem para a imaturidade da membresia, “costas de vidro” ou “pele de ovo”, que por muito pouco migram de igrejas. Observemos as palavras de Matthew Henry: “Aqueles a quem Deus guia, guia-os ao seu santo monte e aos seus tabernáculos; portanto, aqueles que pretendem ser guiados pelo Espírito, mas dão as costas às ordenanças instituídas, certamente estão enganando a si mesmos”.
Ilustração: A Sra. Esperanza Bailen e seu filhinho, certa vez, para assistir a uma reunião de senhoras em Carot, nas Filipinas, tiveram de se lançar dentro de uma corrente tempestuosa. O navio era muito pequeno e enquanto ele balançava de cá para lá, o menininho disse: “Mamãe, será que vamos submergir?” Bailen assegurou que não, porque o piloto conhecia o mar e o navio estava livre de perigo. E que o Bom Pastor também estava vigilante a guiá-los. O seu temor desvaneceu-se, quando juntos recitavam o Salmo 23. Logo estavam perto de Carot e a situação mudou. Os ventos pararam, a água estava tranquila e a navegação foi suave.
Aplicação: A Sra. Bailen e seu filhinho, Paulo, Silas e Timóteo dão uma grande lição de como se submeter ao Espírito Santo. A direção a ser tomada não é a do homem e seus pressupostos malignos, não é a da política e suas politicagens, não é a da concorrência malfazeja, mas sim a do Espírito Santo, que aponta para a necessidade dos pecadores, das famílias que precisam de maturidade cristã, dos novos convertidos que precisam de discipulado, dos lugares que ainda não têm a presença salvadora do evangelho. Vamos nessa direção, a direção do Espírito Santo.
Interpretação: Em Filipos, num sábado, Paulo e os demais saíram da cidade e fomos para a beira do rio, pois pensavam que ali devia haver um lugar de oração para os judeus. Sentaram e começaram a conversar com as mulheres que lá estavam reunidas. Uma daquelas mulheres que ali estavam era Lídia, uma vendedora de púrpura da cidade de Tiatira. Ela adorava a Deus e o Senhor lhe abriu a mente para que compreendesse o que Paulo dizia. Ela e as pessoas da sua casa foram batizadas. Depois Lídia os convidou, dizendo: “Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa e ficai ali” (Atos 16:15 RC). Assim ela os convenceu a ficar em sua casa.
Contextualização: Que tipo de relacionamento estamos tendo com os nativos, com os moradores da localidade onde pretendemos plantar uma igreja? Qual é a motivação do coração de um ministro de Deus em plantar igrejas? É triste dizer, mas a motivação de muitos “ministros de Deus” são obscuras, atrapalhadas, impulsionadas pela rebeldia, pela facção e pelo pecado. C. S. Lewis afirmou: “Não há relacionamentos pessoais no inferno”. Paulo e os demais missionários, antes de abrirem a porta de uma igreja em Filipos, foram conhecer os moradores e suas necessidades, até que Deus falou ao coração de Lídia. O relacionamento dos missionários com ela era tão positivo que não há registros de ninguém levantando suspeitas que denegrisse as suas condutas cristãs.
Ilustração: Um “Sim!” veemente seria a resposta correta à insolente pergunta de Caim: “Acaso sou eu tutor de meu irmão?”. Indubitavelmente somos guardadores de nossos irmãos. Temos responsabilidade para com todos os que entram em contato conosco. Temos o dever de relacionar positivamente com eles. Certo comerciante conservava, na parede de seu escritório, três mapas. “Antes de eu aceitar Cristo”, explicou ele, “como negociante de imóveis, eu tinha este mapa de várias subdivisões sempre à minha frente. Só pensava em propriedades. Então, me tornei crente, e pendurei outro mapa, o de meu país e meu estado, para lembrar sempre do dever que tenho para com a minha comunidade e os habitantes de minha terra. Depois comecei a pensar em obrigações mais vastas, o campo mundial e pendurei um terceiro mapa, o do mundo; este abrange os outros dois. Ele sempre me faz lembrar que sou guardador de meus irmãos em todo o mundo”.
Aplicação: Paulo, esse comerciante, e os demais como eles demonstram como deve ser o nosso relacionamento com as pessoas de um lugar, sejam elas adoradoras de Cristo, como era Lídia, ou pecadores que precisam de arrependimento e batismo. Deve ser um relacionamento de guardiões, pois um dia teremos que prestar contas de todas as pessoas com quem nos relacionamos. E aí, o que teremos a dizer? Oxalá possamos dizer que guardamos muito bem os nossos irmãos espalhados por todo lugar.
Interpretação: Certo dia em Filipos, quando Paulo e os outros servos de Cristo iam para o lugar de oração, veio ao encontro deles uma escrava. Essa moça era dominada por um espírito mau que a fazia adivinhar o futuro e os seus donos ganhavam muito dinheiro através dela. A moça começou a seguir-los, gritando assim: “Estes homens são servos do Deus Altíssimo e vos anunciam o caminho da salvação” (Atos 16:17 RA). Ela fez isso muitos dias, até que Paulo se aborreceu, virou-se para ela e ordenou ao espírito: “Em nome de Jesus Cristo, eu te mando: retira-te dela” (Atos 16:18 RA). E no mesmo instante o espírito saiu.
Contextualização: Thomas Brooks fez a seguinte observação: “Satanás promete o melhor e paga com o pior; promete honra e paga com desonra; promete prazer e paga com dor; promete lucro e paga com prejuízo; promete vida e paga com morte”. Vance Havner contribuiu também com esse assunto ao dizer: “Satanás não está lutando contra as igrejas, mas está tornando-se membro delas. Ele causa mais dano semeando joio do que arrancando trigo. Realiza mais por imitação do que por oposição direta”.
Já sabemos, mas não custa nada lembrar: Plantar igrejas é sinônimo de restauração de vidas, de famílias. Portanto, a nossa luta direta é contra as forças satânicas da maldade que se levantam para atrapalhar. Muitos ministros desconhecem, fazem vista grossa e até brincam com as investidas do diabo. Usam até a triste estratégia de entrevistar satanás, transformando o “culto” em um ambiente de sensacionalismo, sem saber que as obras do diabo estão sendo promovidas. Paulo demonstrou como agir. Tão logo teve o discernimento do que estava acontecendo, colocou o diabo para correr sem ter oportunidade de dar espetáculo.
Ilustração: Numa terra onde os animais selvagens eram comuns, um habitante fez uma pequena abertura na porta de sua cabana, para que sua cadela e os filhotes pudessem achar abrigo rapidamente, quando pressentissem perigo. Certo dia, os filhotes estavam brincando com os ossos de um antílope, quando a mãe farejou uma hiena. Todos a seguiram depressa para a cabana, com exceção de um filhote. Este não quis desistir de seu osso e, enquanto a mãe tentava passá-lo pela abertura, a hiena o agarrou. Há muito “osso”, ou pecado, que mantém longe de Cristo os ministros que desprezam o poder do inimigo. Pode ser o orgulho, a ambição, um espírito vingativo, ou algo errado que podemos, mas não queremos consertar. Desprotegidos e apegados ao pecado nos toramos presas fáceis para satanás e somos induzidos a aprofundar no mal.
Aplicação: Iguais a Paulo, porem diferentes desse cãozinho, devemos estar atentos aos alertas da presença do inimigo. Não podemos facilitar. “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar.” (1 Pedro 5:8 DO). Lembre-se sempre: satanás só respeita o nome de Jesus. Aquela moça, possessa, que dava muito lucro aos seus donos com suas adivinhações, ficou liberta imediatamente quando Paulo ministrou sobre ela o nome de Jesus Cristo. Aleluia! Neste nome há poder contra os levantes de satanás.
Interpretação: Quando os donos da moça viram que não iam mais ganhar dinheiro com as adivinhações, agarraram Paulo e Silas e os arrastaram até a praça pública. Eles os apresentaram a essas autoridades romanas e disseram: “Estes homens são judeus e estão provocando desordem na nossa cidade. Estão ensinando costumes que são contra a nossa lei. Nós, que somos romanos, não podemos aceitar esses costumes” (Atos 16:20-21 NTLH). Logo uma multidão se ajuntou para atacar Paulo e Silas. As autoridades mandaram tirar-lhes as roupas e os surrassem com varas. Depois de baterem muito, jogaram os dois na cadeia e deram ordem ao carcereiro para guardá-los com toda a segurança. Em seguida foram jogados numa cela que ficava no fundo da cadeia e prenderam-lhes os num tronco.
Contextualização: Quando a moça foi liberta não houve um culto em ação de graças, pelo contrário, houve oposição humana declarada. Hoje não é diferente. Se formos ousados na plantação de igrejas, usados na operação de sinais, influentes como líderes, pregadores talentosos, corajosos na mudança dos paradigmas ultrapassados, fiquemos certos de que a oposição humana virá e não tardará. Talvez não com as dimensões que o Apóstolo sofreu, até porque as leis do estado são outras, mas uma oposição silenciosa, sorrateira, bandida; sempre com a preocupação de que se perca a posição que atrai muitos lucros.
Ilustração: Ainda com o apóstolo dos gentios temos o seguinte testemunho de oposição humana: “Quando entrou em Roma, Paulo recebeu permissão para morar por sua conta, guardado por um soldado. Três dias depois, convidou os líderes dos judeus de Roma para se encontrarem com ele. Quando estavam reunidos, ele disse: Meus irmãos, eu não fiz nada contra o nosso povo, nem contra os costumes que recebemos dos nossos antepassados. Mesmo assim eu fui preso em Jerusalém e entregue aos romanos. Eles me interrogaram e queriam me soltar, pois não acharam nenhum motivo para me condenar à morte. Diante da oposição dos judeus, senti-me compelido a apelar para César, não tendo eu, porém, nada de que acusar minha nação (Atos 28:19 RA). Foi por esse motivo que pedi para ver vocês e conversarmos. Estou preso com estas correntes de ferro por causa daquele que o povo de Israel espera”.
Aplicação: A oposição no ministério de Paulo foi uma constante. Maravilhoso é que ele nunca deixou de produzir no Reino de Deus por causa de oposição. É possível que você esteja sofrendo com oposições, contudo observe estas palavras: “Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma” (Hebreus 12:3 RA). Custe o que custar, não desanime, não pare, não dependa de si, não murmure, não apague a sua luz, não perca a esperança. Ele por fim (Rm 6.22) se levantará (Jó 19:25) em seu favor. Creia nisto!
Interpretação: Paulo e Silas estavam presos. Perto da meia-noite, oravam e cantavam hinos a Deus e os outros presos escutavam. De repente o chão tremeu tanto que abalou os alicerces da cadeia. Naquele instante todas as portas se abriram, e as correntes que prendiam os presos se arrebentaram. O carcereiro acordou e, vendo os portões da cadeia estavam abertos, pensou que os prisioneiros tinham fugido. Então puxou a espada e ia se matar, quando Paulo gritou bem alto: Não faça isso! Todos nós estamos aqui! Aí o carcereiro pediu que lhe trouxessem uma luz, entrou depressa na cela e se ajoelhou, tremendo, aos pés de Paulo e Silas. Depois levou os dois para fora e perguntou: “Senhores, o que devo fazer para ser salvo?” Eles responderam: “Creia no Senhor Jesus e você será salvo e as pessoas da sua casa”. A palavra do Senhor foi pregada ao carcereiro e a todas as pessoas da sua casa. Naquela mesma hora o carcereiro começou a cuidar deles, lavando os ferimentos da surra que haviam levado. Logo depois ele e todas da sua casa foram batizados. Em seguida o novo convertido levou Paulo e Silas para a sua casa e lhes deu comida. Todos ficaram cheios de alegria porque agora criam em Deus. Quando amanheceu as autoridades romanas mandaram alguns policiais com a seguinte ordem para o carcereiro: “Solte esses homens”. Então o carcereiro disse a Paulo: As autoridades mandaram soltá-los. Podem ir embora em paz. Mas Paulo disse aos policiais: Eu e Silas somos cidadãos romanos e, mesmo assim, sem termos sido julgados, fomos surrados em público e depois nos jogaram na cadeia. E agora querem nos mandar embora assim em segredo? Isso não! Que as próprias autoridades romanas venham aqui e nos soltem! Os policiais foram contar às autoridades o que Paulo tinha dito. Quando souberam que eram cidadãos romanos ficaram com medo e foram pedir desculpas. Então os tiraram da prisão e pediram que fossem embora da cidade. Paulo e Silas saíram da cadeia e foram para a casa de Lídia. Ali se encontraram com os irmãos, animaram a todos e depois foram embora.
Contextualização: A estadia de Paulo e dos demais missionários em Filipos foi intensa. Muitas conquistas, mas provações sobre-humanas. Ainda em nossos dias essa lógica de adversidades persiste. Não obstante, o dia da honra é tão certo como o sol que nasce todas as manhãs para os que mantêm a fé. Até por que “você nunca entenderá como Deus faz o que faz; basta crer nele, e isso é tudo o que é necessário. Aprendemos a confiar nele como Ele é”, afirma Elisabeth Elliot.
Ilustração: Moisés também sofreu com as adversidades, entretanto, faz parte da galeria dos heróis da fé: Foi pela fé que os pais de Moisés o esconderam durante três meses quando nasceu. Eles viram que o menino era bonito e não tiveram medo de desobedecer à ordem do rei. Foi pela fé que Moisés, já adulto, não quis ser chamado de filho da filha de Faraó. Preferiu sofrer com o povo de Deus em vez de gozar, por pouco tempo, os prazeres do pecado. Achou que era melhor sofrer o desprezo por causa do Messias do que possuir todos os tesouros do Egito. O libertador dos hebreus tinha os olhos fixos na recompensa futura. Foi pela fé que Moisés saiu do Egito sem ter medo da raiva do rei e continuou firme, como se estivesse contemplando o Deus invisível. Pela fé começou o costume de celebrar a Páscoa e mandou marcar com sangue as portas das casas dos israelitas para que o Anjo da Morte não matasse os seus primogênitos. Foi pela fé que os israelitas atravessaram o mar Vermelho como se fosse terra seca. Quando os egípcios tentaram atravessar, o mar os engoliu.
Aplicação: Essa é a promessa divina para os escolhidos. Isso pode ser visto claramente na vida de Paulo e Moisés: ousadia, sinais, maravilhas e cárcere; dor, correntes e libertação, salvação; humilhação, maus tratos em praça publica e honra prestada por magistrados envergonhados. É assim que Deus vai fazendo ao longo da história humana. Só precisamos nos manter no espaço geográfico de sua vontade e sermos guiados pelo Espírito Santo, termos um bom relacionamento com os necessitados, sabermos que haverá levantes de satanás, entender que haverá oposição humana e crermos que, na presença de Deus, chegará o dia da honra. Que o Senhor continue falando aos corações. Amém.
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